Novas requisições para instrução de Inquérito Civil Público que investiga improbidade administrativa na ECT
O procurador da República no Distrito Federal Bruno Acioli terá uma audiência hoje, às 12h, com o procurador-geral da República, Claudio Fonteles. Na pauta do encontro, está o pedido do procurador para que o chefe do Ministério Público Federal notifique o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) a prestar depoimento no Inquérito Civil Público – ICP que investiga atos de improbidade administrativa na Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).
Segundo declarações do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), no dia 3 de maio, ele recebeu o coronel Molina em seu gabinete, a pedido do senador Suassuna, para negociar uma fita com uma gravação na qual Maurício Marinho fala de recebimento de propinas em nome do deputado. Devido à prerrogativa de foro privilegiado, o senador deve ser notificado pelo procurador-geral da República e pode escolher data, horário e local para ser formalmente ouvido pelo membro da Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF). O procurador Bruno Acioli também irá pedir que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Armando Félix, e o presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), sejam oficiados por Claudio Fonteles.
Hoje, às 14h30, o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, prestará depoimento hoje ao procurador da República Bruno Acioli.
Para instruir o Inquérito Civil Público em Brasília sobre os casos de improbidade administrativa, o procurador solicitou, na última sexta-feira, à Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PR/RJ) a abertura de um ICP para investigar a parte atinente ao Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Ele pede o depoimento de Henrique Jorge Duarte Brandão e Marcus Vinícius de Vasconcelos Ferreira.
Renata Santiago
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